domingo, 1 de agosto de 2010

Jalons

Explosion de feu
explosion de lumière
la croix
la paix et La quiétude
dont nous n´attendons rien.
L´air étale
sec et vermeil.
Absence d´horizons
absence de passions
le marasme.
La vie s´étouffant
castrant les illusions
lassitude.
Après tout
la paix finale
totale.

Ana Pires, auteure de contes, chroniques, poésies, essais et textes pour le théâtre ainsi que d´histoires pour enfants. – Elle réside dans l´Etat de Bahia.

Jalons – Paris-França

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Lagrimas de Cristal

Lagrimas de cristal,
retidas nos olhos,
petrificadas
que não deslizam
pela face
para aliviar
a solidão.

Ana Pires

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Scrittrice, poetessa, commediografa, vive a Feira de Santana, Bahia, Brasil. Há pubblicato due libri: “La farfalla di vetro” (racconto) e “La incerta certezza Del tempo” (poesie). Tre libri inediti: “Vivere” (poesie), “Tempo della speranza” (racconto) e “Il pagliaccio triste” (racconto per ragazzi). Ha scritto un´opera per il teatro intitolata “La margherita fiorita nei campi”. Ha pubblicato articoli su periodici brasiliani e stranieri. Ha studiato l´italiano alla “Dante Alighieri” di Feira. Le piace l´Italia, perché è un bel paese e ama tanto La musica italiana e naturalmente tutti gli italiani.
Qui di seguito alcune sue poesie che rappresentano meglio l´elevato valore spirituale dell´artista.

CREPACUORE
La macchia
dentro l´anima
rimane per sempre
scarlatta, viola, nera.

SONO
Sono
albero,
fiore,
piacere,
dolore.
Sono
faro di luce,
buio totale,
lago sereno,
mare calmo,
ciclone.
Il bene
e il male,
formano l´essere umano.

SPERANZA
Dallo spiraglio
della finestra
entra l´aria fresca
e frizzante
dell´alba
e i suoni deboli
e distanti
dell´aurora
e nel mio cuore
corre um filo
tenue di speranza.

Ana Pires

domingo, 4 de julho de 2010

Rumos

As folhas caem,
na tarde
sem rumo.
Sinto-me só
e sem rumo,
como as folhas
e a tarde.

Ana Pires

sábado, 3 de julho de 2010

Incógnita

Tu no conoces:
mis miedos,
mis abismos,
mis laberintos,
mis calles vecinales,
las cuevas oscuras,
que traigo dentro de mi.
Como también desconoces:
mi coraje,
mis planicies,
mis cascadas,
mis chorros de luz.
Para ti,
soy una incógnita.

(Autora : Ana Pires / Tradução: Nora Ronderos - Jornalista colombiana)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Solidão

Ilhas de silêncio,
monólogos sem eco,
o pensamento flui
como um rio
manso e cristalino,
escorrendo suas águas
na terra seca e árida
e indo se perder
na vastidão do infinito.

Ana Pires

sábado, 26 de junho de 2010

Horas nuas

Horas nuas,
horas vazias,
horas mortas.
Os momentos
escoam lentamente
como areia
numa ampulheta.
O calor sufoca,
o suor empapa
os cabelos
e o corpo.
A garganta seca,
os olhos
e a alma também;
nestas horas
mortas, nuas e vazias.

Ana Pires

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mistério

A fase oculta
de mim,
onde guardo:
anjos, demônios,
duendes e fadas
sombra e luz,
planícies
e abismos profundos,
geleiras e vulcões,
cavernas,
rios caudalosos
e lagos serenos.
A face oculta
de mim,
desconhecida
e sombria
que tenho
receio de percorrer.

Ana Pires

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Renascimento

Voltarei
flor,
fenecerei
mas,
a semente
germinará
e serei flor
novamente.

Ana Pires

sábado, 19 de junho de 2010

Véu

Espesso véu
entre mim
e o mundo.
Opaco
impedindo
que veja
claramente
pessoas e coisas.
Véu,
espesso, sempre.

Ana Pires

terça-feira, 15 de junho de 2010

Mergulho

Quero
mergulhar
no infinito
de mim.
Encontrarei:
seixos,
areia,
gravetos,
detritos.
Mas, quem sabe
se não
encontrarei
uma pepita de ouro?